Lembranças da Velha Atafona.

 

 

 

            Quanto sonho entranhado em tuas madeiras, amores sonhados durante o trabalho, promessa de boas colheitas, promessas de ganhos para uma vida melhor...

 

            Quanto suor em tuas ranhuras, sangue pingado do corte feito pela folha da cana que a água da sanga levou para fertilizar a terra...

 

            Gritos, risadas, causos contados no calor do braseiro nas noites frias do inverno.

 

            O barulho ensurdecedor do motor mais o rumor da água caindo das calhas a girar a roda d´água que movia as máquinas que trabalhavam e guiavam nossa vida simples, mas eternamente prazerosas pelas descobertas da nossa infância.

 

            Hoje prestamos nossa mais profunda gratidão por tudo o que você representou para nossas famílias e pelos momentos inesquecíveis que nos acompanharão pelo resto de nossas vidas.

 

            Como dizia meu saudoso tio Aldo: a atafona faz-me rir.

 

 

 

Eron Haesbaert